Quinta-feira, Abril 24, 2008

Às vezes dá pra sentar e pensar em escrever. Assim, quando queima menos, sangra menos.
O estômago mesmo, que anda com uma "gastrite erosiva". Fazer o que....
Mas apesar de tudo, vontade não tem. Tem épocas que essa coisa de internet é entediante demais.
Então, a gente inventa outras coisas pra fazer. Ir pra rua gritar alguma coisa já serve.
Mas ficar parado é que não dá.

Vou pra rua, o blog espera até eu achar que tem algo de útil pra por aqui.

... Sarah Miles ::::: 4/24/2008 03:18:51 AM







Domingo, Março 09, 2008

Sinto a vida escapar... sinto os dias ficando mais tristes e eu mais sensível às pequenas coisas da vida.
Sinto.. que não tão longa é minha viagem. Sinto que não tão breve, mas breve demais para minha juventude, partirei.
Não por querer, mas por não saber o que me consome por dentro.
Não uma dor, uma mágoa, um desespero.
Mas uma doença que aparentemente ninguém encontra, e consequentemente, não há cura.

Sinto, lentamente, a vida se despedindo enquanto tenta me confortar...
É justo?

... Sarah Miles ::::: 3/9/2008 01:41:48 AM







Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

Jovem morreu por não ter R$ 10,00 para comprar medicamento.


Viviane teve a crise asmática em casa e, como não teria achado o medicamento, resolveu ir até a farmácia. De acordo com a família da estudante, ela estava com o padrasto, Renê Borges Moreira, 45 anos.
Ao perceber que não teriam dinheiro suficiente para comprar o remédio, o padrasto teria oferecido o documento do carro como garantia de que pagaria a dívida. Ainda assim, eles não teriam conseguido comprar o medicamento.

Viviane foi levada para o 8º Centro Municipal de Saúde com uma parada cardiorrespiratória. Ela chegou a ser atendida, mas não resistiu.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia, Altamiro José dos Santos, o ocorrido foi lamentável. "Nosso entendimento é de que a farmácia é um espaço de saúde, é um comércio com características próprias. No nosso ponto de vista, a farmácia tem compromisso social. Este episódio é lamentável e resulta da visão mercadológica. Acima de tudo, devemos ter compromisso com a vida", disse.

A equipe da farmácia foi trocada na tarde quinta-feira devido à repercussão do caso.

A estudante foi enterrada no cemitério Quinta dos Lázaros.

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Além desse caso, teve um senhor que morreu na porta do hospital porque "não tinha maca", e um caminhoneiro morreu queimado dentro de seu veículo após um acidente enquanto umas 10 pessoas olhavam e FILMAVAM o homem gritando por socorro e preso. Ninguém ajudou nenhuma dessas pessoas.

... Sarah Miles ::::: 12/28/2007 04:04:40 PM







Domingo, Dezembro 23, 2007

Duas mulheres são esfaqueadas por grupo de punks em Curitiba


CURITIBA - Duas mulheres foram esfaqueadas na madrugada deste sábado durante uma uma briga entre gangues rivais de skinheads e punks, no Centro de Curitiba, atrás do Teatro Guaíra. Segundo reportagem do Paraná TV, 1.ª edição, as duas teriam sido atacadas durante a confusão. Os dois grupos, por volta da meia noite, brigaram dentro de uma lanchonete localizada na esquina das ruas Amintas de Barros e Tibagi, que ficou parcialmente destruída.

Os 16 punks, entre eles quatro menores, foram encaminhados para a delegacia. Um deles foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. Os outros vão responder processo por agressão.

A auxiliar de enfermagem Karina Letenar, de 26 anos, foi levada ao Hospital Evangélico, onde trabalha. Ela foi operada nesta manhã e está em estado grave. A outra mulher teve ferimentos leves.

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Só pra esclarecer. Os "skinheads" eram nazi.
E punks esfaqueando pessoas agora é moda?

... Sarah Miles ::::: 12/23/2007 01:40:56 PM







Terça-feira, Dezembro 18, 2007

Um dia eu parei pra pensar: "Se eu tiver um filho e ele viver como eu vivi...?"
E nessa hora eu senti repulsa, ao invés de orgulho.
E vi que algo estava errado.



Acho muito engraçado como as pessoas "escorregam" das nossas vidas pra longe. E outras simplesmente não se encaixam, mas insistem.
Os julgamentos da vez são: Homofóbico, viajado, hipócrita, retrógrado, intolerante, e sabe-se lá mais o que.
Acho engraçado como ninguém pára pra perguntar: Como você fez suas escolhas? O que aconteceu na sua vida? Com que argumentos você defende isso?
Acho engraçado que para "dar conta" da nossa vida muitos aparecem. Mas para dizer "Oi, quer tomar um café?", ninguém aparece. Algumas pessoas não falavam comigo há anos, nem um mero "Boa tarde"... mas resolveram dar o ar de sua graça pra desaprovar as escolhas que fiz e tentar jogar por terra o que acredito.

Oi, muito prazer. As pessoas mudam. Não nego o passado e nem o presente. Do futuro nada sei. Ninguém é igual o tempo todo. Nem eu, nem você, nem o vizinho, nem seu melhor amigo. Algumas mudanças são mais radicais que outras. Ninguém sabe quais escolhas são corretas e quais são erradas. Então, o que pra você é certo, pra mim é errado. O que pra mim é certo, pra você é errado. Ambos vão argumentar em defesa do acreditam e ninguém vai ceder aos argumentos do outro, porque o ser humano é orgulhoso e teimoso por natureza.
Uns simpatizam, outros vivem.
O mundo vive assim. Eterno conflito ideológico.

Se pensar bem, buscando lá no passado onde eu vivi coisas completamente diferentes, verão que eu nunca me encaixei naquela vida.
Se não deu certo, é porque tinha algo errado. Se não deu continuidade, é porque tinha algo errado. Ninguém parou pra pensar nisso?
Mas eu tentei, porque achei que era correto. É assim que aprendemos. Tentando.
Tentei, anos a fio, tentei. Só me fodi.

Eu sempre tentei fazer o que achava ser o correto, até acertar. Até achar aquilo com o qual eu tive mais afinidade. Pra chegar aqui eu errei muito.
Ou para outros, eu acertei. Mas pra mim, eu errei, porque eu nunca fui feliz daquele jeito. Eu não sabia quem eu era, eu não tinha forma.
Eu nunca me encontrei, eu nunca vi uma base, eu nunca vi algo sólido naquilo. Hoje eu vejo.
E ao invés de ficarem felizes porque eu encontrei algo em que acredito, me atiram pedras.
Me digam por favor se vocês acertaram sempre nas escolhas que fizeram, porque eu não tive a mesma sorte. Quebrei a cabeça até chegar aqui.

O que vocês conheceram de mim não existe há 4 anos. Ninguém sabe as dificuldades pelas quais eu passei, as perdas, as lágrimas. Ninguém sabe o quão doloroso foi o processo que me trouxe até aqui.
Mas vocês estavam aqui pra ver o que aconteceu? Pra ver de perto os estágios da mudança, as razões, pra ver QUALQUER COISA, simplesmente? Pra cumprimentar ao menos?
Não. Ninguém estava. E hoje também não sabem de nada que acontece. Não sabem nada.

Todo mundo estava enchendo a cara em alguma festa ou ocupado demais com o MSN conectado e as 10 janelas piscando.
Ou esqueceu de telefonar, ou não lembrou de responder o e-mail. Ou simplesmente se afastou.
E hoje querem estar aqui pra falar sobre certo e errado, sobre bom e ruim.
Querem julgar o quê se ninguém aqui me conhece?
Tudo que vocês tem é meia dúzia de lembranças do passado que querem desenterrar e jogar na minha cara pra ter algum argumento.
Misturando isso a um discurso pronto sobre direitos.
Fala sério, amizade não é isso. Isso nem nome tem.

E as opiniões sempre serão divergentes.
Entre todas as pessoas.
Mas umas serão mais radicais que outras.

Ontem eu vivi e convivi com pessoas e situações que hoje não fazem sentido pra mim estar entre elas novamente.
Se fazem pra vocês, que bom. Vivam a vida como vocês escolheram. Eu viverei a minha como escolhi.
Vocês estão exercendo o direito de vocês e eu o meu. Vocês fizeram milhares de coisas que eu não aprovei e nem por isso eu deixei de tentar manter os laços.
Nenhum de vocês é um anjinho.
Um exemplo:
A maioria do povo que eu conhecia fuma maconha, isso é correto? Claro que não.
Mas pra maconheiro, esse papo é a maior besteira. O que diabos uma ervinha pode trazer de ruim? É só pra relaxar, ora essa.
É natural! Não faz nenhum mal.

Vocês alimentam o tráfico, porra. Morre um monte de gente inocente por causa de um bando de escroto que quer ficar "de boa".



Tudo tem uma causa.
Principalmente o motivo pelo qual eu passei a acreditar em coisas completamente diferentes. Mas ninguém perguntou.



Quer a real?
Não vou fingir que eu acho bacana um homem querer dar o cu e beijar na boca de outro homem.
Não to mais afim de ouvir historinha de suruba entre um monte de meninas.
Tentei acreditar que isso era natural. Tentei viver isso de verdade, VIVI, e vi que era uma grande merda.
Perdi 2 anos da minha vida quebrando a cabeça pra entender porque eu não achava aquilo super natural como o restante.
Porque eu estava lá vivendo aquilo e parecia que o mundo estava todo de cabeça pra baixo. Eu sentia muita vergonha de mim, mas continuava lá sem entender pq.

Anos depois, cheguei na faculdade e vi aquele monte de homossexuais, e fiquei louca.
O dia inteiro eles ficavam falando "todo mundo é gay, só precisa de um empurrão". "O mundo é gay"
E os que não eram homossexuais, eram simpatizantes.
E não tinha ninguém que tinha uma visão diferente daquilo.
Todo mundo achava super natural. Ou fingia que achava. Eu fiquei pasma.
Os meninos andando com jeito de menina, as meninas se agarrando nas festinhas.
Pessoal no corredor 7 da manhã fumando maconha, caralho!
Vai se foder, eu não aguentei isso...
Cu pra mim é pra cagar e pronto. Nem homem com mulher.
Lugar de homem é com mulher.
E lugar de mulher, é com homem.
"Plug com plug não dá nada.
Tomada com tomada não dá nada.
Plug com tomada é que dá o contato".

Resumo: Não gostamos de drogados, não gostamos de anarco, não gostamos de comuna, não gostamos de racistas, odiamos gente promiscua e não aprovamos a homossexualidade.

Homofóbico é sua mamãezinha.
Desaprovar e agredir são coisas bem diferentes.
Não sou a favor da agressão.
Mas tenho o DIREITO de argumentar a favor daquilo que acredito.
As pessoas adoram falar sobre "direito", "liberdade de expressão", mas na hora "H", cadê?


E sou patriota, não sou integralista.

Tenho 26 anos e cansei dessa vidinha de rebelde sem causa, sem objetivo, sem nada na vida.
Quero um chão pra pisar, uma terra pra amar, algo em que acreditar, uma causa pra defender.
Quero uma família e já andei metade do caminho.
To em paz agora. Estou feliz com a escolha que fiz.
Consegui achar um eixo. Faço coisas das quais me orgulho, e não que me envergonham..


VIDA LONGA!

... Sarah Miles ::::: 12/18/2007 04:03:03 AM







Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

Isso existe ainda... faz tempo já. Nem sei o que é escrever mais.
Essa vida cheia é estranha.
Vida estranha...

... Sarah Miles ::::: 12/6/2007 04:40:00 PM







Sábado, Junho 09, 2007

Avante, Brasil!

Um panfleto feito para ser distribuído nos eventos da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo traz orientações sobre como usar drogas, entre elas cocaína, sem correr riscos. "Para cheirar, prefira um canudo individual a notas de dinheiro", diz o material. Outras drogas, como a maconha, também estão citadas: "Faça uma piteira de papel se for rolar um baseado." (...) Todo o material possui o selo do governo federal e ainda vem com um anexo para que as pessoas apresentem o panfleto e tomem a primeira dose da vacina contra a Hepatite B nos postos de saúde da cidade de São Paulo. O Ministério da Saúde ainda não divulgou maiores esclarecimentos sobre a cartilha, embora confirme que os textos são associados à política de redução de danos do governo.


Os homossexuais há muito tempo tem seu comportamento questionado. São vários os fatores que levam as pessoas a se perguntarem que atitudes ou pensamentos devem ter a respeito deles. Se devem ser contra ou a favor. Por medo de serem judicialmente reprimidas e até presas por preconceito, muitas pessoas se calam ou simplesmente não tem uma opinião sobre o assunto. Mas se eles, os homossexuais, podem se orgulhar e ostentar bandeiras, organizar passeatas, em defesa do que acreditam por qual motivo nós não podemos? Por qual razão devemos esconder que temos também orgulho de ser heterossexuais? Pois assim como os heterossexuais mais radicais não conseguem compreender essa opção pelo mesmo sexo, muitos homossexuais não conseguem esconder o desgosto pelo relacionamento com alguém do sexo oposto. Não há desejo, não há paixão, não é algo que possa ser adaptado ou digerido, certo? E eles expressam isso sem medo. Expressam tudo que acreditam, vivem, querem. Não é nesse mundo que quero criar meus filhos. Num mundo onde somos obrigados a aceitar e conviver calados com algo com o qual não concordamos por razões diversas. Que tipo de comportamento é esse que vem sendo promovido? Que passividade é essa que está sendo pregada todos os dias em nossos jornais, nossas televisões, nossas ruas? Por que nós, que defendemos a família, o trabalho e a pátria, devemos nos manter silenciosos e pacatos diante de tantas coisas que batem de frente com nossas crenças? Onde está nosso direito de prezar pela moral e os bons costumes? Não devemos abaixar a cabeça! Vamos ficar sentados e ver nossos filhos serem levados pela promiscuidade, por comportamentos de risco, uso de drogas? Não! Vamos mostrar nossa voz, povo brasileiro! Vamos defender aquilo que acreditamos também!

... Sarah Miles ::::: 6/9/2007 03:55:34 AM







 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

Sarah Miles

"...Nosso sangue toca a terra
Na batalha por nossa liberdade.
Enche de orgulho o nosso peito,
Pois venceremos nossa guerra!

Não é difícil amar o brasil..."

Vida longa OI!

 


 

 

 
 
 






"...Acorda Brasil!
É chegada a hora de lutar!
O inimigo vamos enfrentar!..."


Fear of Dolls - Sarah Miles - 4 anos.